SESSÃO DE INFILTRADO NA KLAN LOTA CINEMA E ARRANCA APLAUSOS

Exibição especial do CineClube Kalunga na faculdade de letras da UFG teve também um caloroso debate após a projeção.

Por: Divanilde Carvalho, Eduardo Borges e Jarli Guajajara.


O debate ministrado pelas professoras Luciene Dias e Tânia Rezende, juntamente com as organizadoras do projeto CineClube Kalunga foi um dos pontos altos do evento. Foto por Jarli Guajajara.

O filme Infiltrado na Klan do diretor Spike Lee foi exibido ontem (28) pelo CineClube Kalunga. A projeção ocorreu às 14h na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás, que contou com a sala do cinema lotada. Antes de começar a sessão, a idealizadora do projeto Hellen Stephany fez um discurso de agradecimento pela presença de tantos espectadores e aproveitou para divulgar o projeto tela preta.

O longa exibido trata de temáticas de suma importância para formação de pensamentos sobre diversos movimentos sociais como feminismo negro, de resistência, e o papel do negro nos anos 70 dentro da sociedade americana. “Eu achei o CineClube Kalunga inovador, porque eu não fazia ideia que tinha um cine clube que abordasse tais temas e tão perto de mim. Gostei muito do projeto e das meninas que estão à frente e espero ir mais vezes” afirma a estudante de Letras da UFG, Suellen Ramos, que diz ter gostado muito do filme: “Eu amei. Também achei muito interessante porque ele dá possibilidades de discutir vários temas em diferentes perspectivas e cada personagem tem uma representatividade que dá pra comparar com a vida real, o que faz gerar uma identificação.”

A temática do filme inspirou todos os presentes na sala, como por exemplo, Cecília Fernandes. A estudante de Jornalismo e redatora do blog Literamaníaca revelou que já tinha assistido ao filme, mas aproveitou para conferir novamente em um novo ambiente. “Dentro do evento do Cineclube Kalunga tive uma outra perspectiva, mais acadêmica e também vivencial, principalmente por conta dos comentários dos participantes do debate após o filme que poderia ter durado longas horas, tendo em vista o número de assuntos que Spike Lee abordou em sua obra e as janelas para outras discussões a respeito do racismo”.

A professora Luciene Dias, foi a primeira a falar durante o debate. Ela mencionou que foi a segunda vez que assistiu ao filme, mas mesmo assim se emocionou ao ver a animação do público. Foto por Cecília Fernandes.

DEBATE

Mesmo a exibição do longa sendo o evento principal, o debate realizado também teve bastante destaque. De acordo com Hellen Stephany, o debate que durou mais de três horas foi um sucesso. “Fiquei muito feliz pelo número de pessoas, mas não somente pela quantidade, mas também porque foi enriquecedor. Acho que as pessoas que estavam presentes do início ao fim levaram para casa uma carga de conhecimento muito grande”, enfatiza a coordenadora.

O debate foi conduzido pelas idealizadoras do projeto CineClube Kalunga e pelas professoras da Universidade Federal de Goiás Tânia Rezende e Luciene Dias. Assuntos como racismo e lugar de fala estiveram em pauta, tendo sido discutidos também por alunos da universidade e demais presentes. É o caso da estudante do curso de letras Alice Borges, que abriu o debate mencionando as cenas que mais a impactaram durante o filme, algo que conduziu os assuntos posteriores

Por fim, Hellen afirmou que a exibição e o debate de Infiltrado na Klan contribuíram também para o projeto Cineclube Kalunga. “Esse debate me mostrou que os frutos que estou colhendo hoje são muito bons e eu quero colher mais deles. Vou continuar com meu projeto [o Cine] e quero que mais pessoas possam ter acesso a esses filmes e debates, porque cinema é algo que hoje está muito acessível, mas geralmente você assiste e “lá fica”. Mas aqui no CineClube Kalunga é diferente. Aqui nós temos um momento para assitir e outro para debater”.



As sessões do projeto CineClube Kalunga são seguidas de debates entre convidados, membros do projeto e público. Foto por Cecília Fernandes – Literamaníaca

SOBRE O PROJETO

O CineClube Kalunga é um projeto sem fins lucrativos que exibe filmes relacionados à cultura negra ou questões raciais. Você pode conhecer mais clicando aqui ou visitando as redes sociais do grupo Kalunga:

Instagram: @cineclubekalunga

Facebook: CineClube Kalunga

CRÉDITOS:

Divanilde Carvalho: LEGENDAS DAS FOTOS

Eduardo Borges: TÍTULO, OLHO E DEBATE

Jarliane Guajajara: LEAD, SUBLEAD E FOTO 1

Cecília Fernandes: FOTOS 2 E 3

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